A gente, em educação, fala muito sobre autonomia, independência, colocar o sapato sozinho, comer sozinho, e etc… mas raramente discute onde a independência emocional entra nessa conversa. Mas o que é a independência emocional? Como eu trabalho ela com meus filhos/alunos?

Na educação, uma das coisas mais difíceis é saber separar o nosso emocional do emocional da criança. É muito gratificante saber que tem um serzinho que depende de nós para se sentir melhor, se acalmar e se controlar. Mas isso está errado, o adulto não pode projetar a sua carência em cima da criança, é uma responsabilidade do adulto. A criança precisa aprender a se acalmar sozinha, faz parte do crescimento e amadurecimento.

Crescer é conhecer o próprio corpo e entender os diferentes alertas que ele nos manda, identificar e solucionar o tempo inteiro. O adulto ele serve de apoio, de ponto, mas nunca o “salvador da pátria”, o que chega, pega a criança no colo e diz que vai ficar tudo bem. Não transfira o problema da criança para você, dessa forma não estará ajudando, muito pelo contrário, estará mostrando para a criança que ela pode depositar seus problemas em alguém. Até chegar um momento que a vida nos mostra que precisamos fazer escolhas, reconhecer sentimentos, prevenir surtos ou saber lidar com eles. Se não aprendermos quando criança, fica muito mais difícil quando crescemos.

Mas então qual o papel do adulto? Saber identificar quando interferir e quando “deixar”. Estar sempre do lado é necessário, ser a fonte de segurança é importante, mas não confunda estar do lado com “solucionar” o problema para a criança. Ensinar maneiras de se acalmar sozinha é um bom começo, ajudar com as estratégias (beba um copo de água, respire fundo, chore, grite…) identificar os sentimentos junto com a criança (você percebeu que ficou nervoso? isso que você está sentindo é medo/raiva/fome) criar soluções junto com a criança (você acha que isso foi uma boa ideia? O que podemos fazer diferente?)

Tudo isso são ferramentas para trabalhar inteligência emocional. Educar não é estar em evidência, é deixar a criança agir, mas estar sempre do lado para que ela saiba quem procurar.

 

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